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PROGRAMA POINT DA NOSTALGIA E A HISTÓRIA DE RENATO PEREIRA, O PIONEIRO DO HUMOR URBANO GAÚCHO
A estreia do programa POINT DA NOSTALGIA, embora cercado de uma aura bastante modesta, por incentivar um nome culturalmente regional, reafirma sua proposta de descentralizar nomes que normalmente são resgatados apenas por fazerem sucesso em nacional no século XX. O criador do projeto, o cineasta, ator, dramaturgo e pesquisador, Emerson Links (também chamado pelos entrevistados de "historiador"), envolvido por duas décadas na cristalização de seus livros, séries e longas, biografando nomes da história do rock e do cinema, caiu em si que era o momento de ocupar um espaço no universo on line e começar a abrir a tampa do seu báu audiovisual e literário. Ao longo de 21 anos, Links viajou pelo país, levando uma vida nômade, documentando personalidades que fizeram história - dos anos 1950 até o século XXI. Como não existia produtora que pudesse sobreviver no mercado tanto tempo pesquisando e produzindo em parceria, Emerson buscou financiamento independente através de uma legião de colaboradores (alguns muitos ilustres, mas que infelizmente, ao longo dos anos, acabaram falecendo) e também utilizou recursos financeiros próprios. "Se fosse esperar por alguma Lei de Incentivo e cumprir todas as regras e exigências da ANCINE, todos os artistas que biografei já estariam mortos". Outra coisa é que se Emerson Links, seguisse o padrão nacional de produção, seus projetos "A Bíblia do Rock" e "A Bíblia do Cinema", perderiam muito em originalidade e qualidade. Ele mesmo recorda que, durante, uma entrevista com o cineasta Lui Farias, ouviu do citado que um bom filme deve ser realizado de dez em dez anos. Claro que tal questão é discutível, mas possui valor, visto que, quanto mais tempo você ganha mais recursos intelectuais são utilizados para elevar o nível do conteúdo proposto. E links abre o jogo: "Comecei a vender videos, trabalhar como ghostwriter, etc, gerando a renda necessária para contratar profissionais e equipes de trabalho de captação audiovisual. Em nenhum momento, algum evento, entrevistas ou bastidores foi documentado de forma aventureira. Virei pessoa juridica, desde cedo, mas nunca me assumia como produtor independente e minha notoriedade só ocorreu quando na primeira década de 2000, virei capa de segundo caderno de importantes jornais do sul do país, destaque em programas de rádio e TV. Contudo, segui sozinho sem parcerias e ainda enfrentando muitas dificuldades". Entretanto, a transição do analógico para o digital possibilitou que qualquer indivíduo com experiência técnica (ou não) também pudesse utilizar recursos de produção alternativos com a mesma qualidade do profissional. Ao abrir a tampa do seu baú, Emerson concluiu que era hora de se assumir comercialmente e visando ampliar sua rede de artistas e profissionais resgatados criou o projeto "POINT DA NOSTALGIA", que estreou na primeira hora do reveillon da segunda década do século XXI. Assumir-se comercialmente porque "nostalgia" abriga nomes de outras áreas, gente de expressão do setor empresarial e da própria sociedade de consumo.
Renato Pereira, um dos grandes nomes esquecidos do humor gaúcho. Esquecido pela grande mídia, é claro...
O jornalista, comunicador, escritor e ator, Renato Pereira, que trabalhou como redator de Chico Anísio e posteriormente em grandes emissoras da capital gaúcha, as finadas TV Difusora e TV Gaúcha (atual RBS-TV, filiada da Rede Globo), quando o mercado de stand-up enfraqueceu nos anos 1980, ampliou seus estudos no EUA, retornando a Porto Alegre, anos depois, assumindo-se como autodidata no estudo dos parâmetros comportamentais do psiquismo humano, desenvolveu um programa ímpar de balizamento de conduta para as relações inter e intrapessoais em todos os segmentos e ornanogramas empresariais, conforme informa a orelha do seu livro "Vendendo com Bom Humor", lançado pela editora Imprensa Livre. Sua palestra-espetáculo "Vendendo com Bom Humor" já esteve nos palcos de todas as capitais do país, além de dois trabalhos proferidos no exterior. Sua técnica é criar - a partir do sorriso - uma abertura de aceitação para a inclusão e prática posterior de novos comportamentos proativos no binômio vendedor-cliente. Do varejo às vendas externas do universo industrial.
Como escritor, já assinou "Marginália 1 e 2" pela editora RBS e "Antologia de Contistas Bissextos, com organização de Sérgio Faraco, pela L&PM. Renato Pereira faz parte da geração de humoristas modernos dos anos 1960 e 1970, que estão à beira da extinção. Nada mais justo que homenageá-lo numa entrevista biográfica com cara de longa-metragem. Emerson Links baniu o padrão 12 minutos adotado pela maioria dos you tubers que habitam a internet. Quem tiver interesse vai encontrar tempo para assistir cada história de cada artista não importando a duração e considerando que existe a opção do internauta retomar na parte que interrompeu. "Se eu seguir os padrões estabelecidos pelos documentariozinhos de alguns you tubers a qualidade de conteúdo a ser oferecida ao público pode cair substancialmente. Nostalgia não combina com imediatismo", setencia Emerson. E, contudo, nostalgia não é somente um artigo que agrada os mais velhos, até jovens curtem nostalgia, basta ver os likes nas páginas e grupos das redes sociais sobre os mais variados temas, desde o entretenimento, passeando por ciência e mais, frequentemente, política, também desembocando muitas vezes, até mesmo, no erotismo (quantos filmes, obras de arte ou livros comprovam isso, certo?). O universo nostálgico oferece possibilidades ilimitadas. Uma boa história renderá sempre uma "entrevista biográfica", termo defendido por Emerson Links. "As personalidades convidadas para os programas do "Point da Nostalgia" não ficarão restritas apenas as celebridades que fizeram parte dos projetos "A Bíblia do Rock" e "A Bíblia do Cinema" (confira as revistas eletrônicas), também, cabe ressaltar que os talentos emergentes serão bem-vindos. Haverá um mix de artistas veteranos, estudiosos de várias áreas e novos talentos, sempre aproveitando a minha bagagem enciclopédica, análise verbal profunda e bom humor", explica o cineasta. "Evidentemente que parte do bom humor depende da resposta do "convidado" e do clima de informalidade estabelecido", completa Emerson.
A lista de convidados que já gravaram para o "Point da Nostalgia", ao longo do ano de 2020, pode surpreender qualquer desavisado. O programa não possui foco em celebridades passageiras e sim em nomes que deixaram sua marca e/ ou foram vencedores em suas áreas no passado recente. Desde o início da pandemia, Emerson chegou a gravar com 90 nomes. Muitos ainda em plena atividade e sucesso como a atriz e comediante Stela Freitas; o ator e cineasta Werner Schünemann; o dramaturgo e escritor Luís Artur Nunes; Paulo César Barros, o verdadeiro vocalista da formação clássica da banda Renato e seus Blue Caps, o veteraníssimo Emiliano Queiroz, lenda do teatro, da TV e do cinema, contratado da Globo há décadas; o diretores de cinema Lui Farias e Mauro Farias; a atriz Betty Erthal; o cantor de baladas italianas, Dick Danello; o ator gaúcha Renato Del Campão, a atriz Márcia do Canto, o publicitário Paulo Buffara, o dramaturgo, ator e músico Léo Ferlautto, Patrick Dimon, o jovem guardista Tony Carvalho, o roqueiro Serguei, entre outros. Ainda em 2019, alguns nomes foram também registrados, antes da pademia, como por exemplo, o cantor Odair José; o humorista e músico Ricardo Corte Real, o jornalista (agora falecido) Nelson Hoineff; e assim por diante. Trata-se de um universo em expansão, considerando que os projetos anteriores ainda não lançados em algumas modalidades físicas, ganharam mais impulso comercial com a participação de novas parcerias e o ingresso oficial de patrocinadores de grande porte.
O veterano ator Emiliano Queiroz prestigiou A BÍBLIA DO CINEMA, gravando uma super entrevista durante a pandemia.
O renomado cineasta José Joffily, realizador de longas como "Quem Matou Pixote?" e "Olhos Azuis".
A atriz de teatro, cinema e TV, Betty Erthal, em plena forma.
O cineasta Lui Farias.
Stela Freitas, a popular comediante do teatro e atriz que participou de trabalhos na TV Globo.
O cineasta e ator de TV, Werner Schünemann. Culto e muito engajado na Sétima Arte.
Renato Del Campão, ator, diretor e roteirista (foi co-autor da série "Memorial Maria de Moura"). Aqui, em um intenso momento crítico da conjuntura atual no campo das artes.
O dramaturgo e escritor Luís Artur Nunes.
O cantor Patrick Dimon.
João Carlos Castanha, do longa-metragem "Castanha", que teve premiére na seção Fórum do Festival de Berlim.
Carlos Colla, o principal compositor dos discos de Roberto Carlos.
A cantora Adriana.
Ricardo Corte Real.
Netinho, o baterista da lendária banda Os Incríveis.
Tony Carvalho, cantor e apresentador de rádio, e suas histórias sobre os anos 1960.
O ator das pornochanchadas, Carlo Mossy, também cineasta e roteirista.
Eloína Ferraz foi vedete nos anos 1950, no teatro de revista, no Rio de Janeiro e participou de filmes.
A atriz, Márcia do Canto, do lendário longa-metragem "Verdes Anos".
Nostalgia será o fio condutor de todos os temas do programa.
APESAR DAS GRAVAÇÕES SEREM VIRTUAIS POR CAUSA DA PANDEMIA, PERDENDO UM POUCO NA QUALIDADE DE RESOLUÇÃO DE IMAGEM, GANHOU-SE MUITO NA QUESTÃO DE CONTEÚDO, OS ARTISTAS FICAM MAIS À VONTADE SEM UMA EQUIPE AO REDOR E, EM ALGUNS CASOS, ESTENDEM O TEMPO DE SEUS DEPOIMENTOS, CONSIDERANDO O VALOR DE RESGATE DO JORNALISMO INVESTIGATIVO DEFENDIDO POR EMERSON LINKS.
Texto: Humberto Machado
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